Quantas vezes eu posso tomar a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo. Entenda como ela funciona e o que causa no organismo

A pílula do dia seguinte é considerada um contraceptivo de emergência que deve ser usado raramente, após uma relação sexual desprotegida ou quando o método contraceptivo habitual tiver falhado – como o preservativo rompido, por exemplo. Seu funcionamento se dá atrasando ou inibindo a ovulação.

Geralmente, deve ser utilizada até três dias após a relação sexual desprotegida, porém vale ter em mente que sua eficácia diminui à medida que as horas passam e por isso devem ser consumida em um curto período de tempo após a transa.

Como funciona? É abortiva?

Não. A pílula do dia seguinte não tem nenhum efeito após a implantação ser completa. Ou seja, ela não é capaz de interromper uma gestação já em andamento e, por isso, não é considerada abortiva. O método atua apenas inibindo ou adiando a ovulação, dificultando a entrada do espermatozoide no útero.

Quantas vezes por ano posso tomar?

Ela só deve ser tomada esporadicamente, em situações reais de emergência, pois tem uma dose hormonal muito alta. Em conversa com a consultora do Tarja Rosa e ginecologista, Thalita Domenich, a médica explica: “Não existe uma regra. Porém, a eficácia dela é bem menor em comparação com os anticoncepcionais. Então, se usada com frequência acaba tendo uma chance maior de gestação”.

A pílula do dia seguinte pode alterar a eficácia do anticoncepcional regular?

Não. Aliás, a pílula anticoncepcional ou o injetável devem continuar sendo usados regularmente, no horário (ou dia) habitual. No caso da pílula oral, após o fim da cartela, a mulher deve esperar que a menstruação desça. Caso contrário, deve-se consultar um ginecologista.

Qual o perigo de tomar frequentemente?

O principal perigo é a falha do método que vai perdendo sua eficácia e os possíveis e variados efeitos colaterais, como incômodos físicos, irregularidade com o ciclo menstrual (atraso ou antecipação), inchaço, náuseas, dor nas mamas, diarreia e um possível pequeno sangramento vaginal.

Sempre opte pelo uso da camisinha em relações sexuais de penetração ou mesmo sexo oral para se prevenir também de Infecções Sexualmente Transmissíveis – além de unir com um método contraceptivo, como a pílula anticoncepcional. Converse com seu ginecologista!

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