Longe de tudo: amigos, ficantes, da vida lá fora

Foram dez longos meses até aqui. E os adultos, no fim, se mostraram inclusive mais resilientes que os jovens, aquele grupo que, lá no começo, apontava como o que sofreria menos com a pandemia. Não foi bem assim.

Em primeiro lugar, falamos de uma população que já vinha encarando uma forte crise de saúde mental. Os olhos colados no celular, esperando a próxima atualização das redes sociais, são um gerador de ansiedade tremendo. Com o isolamento social, vimos o aumento do contato com as telas: seja para assistir às aulas da escola, para entrar em contato com os amigos ou só para matar o tempo.

Essa nova realidade traz, ainda com mais força, a importância de se falar sobre saúde mental no consultório ginecológico. Você pode ser a ponte que vai levar a menina a buscar ajuda. Fique atento aos sinais, converse, exerça o poder da escuta. A princípio, pode faltar intimidade, mas, com paciência, o laço vai ser criado.

Meu querido amigo e respeitado ginecologista, Eliano Pellini, percebeu para que lado aponta a bússola desses novos tempos. Talvez, por serem tão inéditos, tão difíceis, eles vão exigir ainda mais humanidade da nossa parte. Prestar atenção no outro, se preocupar com o outro, cuidar do outro. Seja companheiro da sua paciente, ela precisa de você.

Thiago Theodoro é jornalista há 18 anos. Foi diretor de redação da CAPRICHO e é editor das plataformas digitais do Tarja Rosa.

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