Corrimentos: quais são os tipos e o que eles significam?

Eles são bastante comuns, mas também podem servir de alerta para mostrar algo que não está em harmonia

Você já notou uma secreção na sua calcinha? Provavelmente era um corrimento, algo que é totalmente comum na vida das garotas. Apesar de algumas meninas se incomodarem com isso, na maioria das vezes, ele é inofensivo. É importante a gente lembrar que a vagina é um órgão como qualquer outro, então contém células que produzem secreções. Alguns tipos de corrimento são totalmente normais – e não há o que fazer. Outros, porém, podem indicar que algo não está funcionando tão bem. Temos que estar atentas ao que o nosso corpo diz – e conhecê-lo cada vez melhor!

Para isso, conversamos com a Thalita Domenich, ginecologista e consultora do Tarja Rosa, que nos explicou tudo sobre os principais tipos de corrimento, como identificá-los e, se necessário, tratá-los. Vamos lá?

Corrimento Fisiológico

Incolor, com aspecto de muco, sem cheiro e não causa coceira: esse é o corrimento vaginal fisiológico – o mais comum de todos e que praticamente todas as meninas conhecem!

Ele aumenta em quantidade no meio do ciclo menstrual (na época da ovulação) e, em algumas mulheres, pode aumentar também nos dias que antecedem a menstruação. As meninas que usam pílula anticoncepcional, normalmente, têm esse tipo de corrimento na mesma quantidade durante todo o mês.

Embora algumas mulheres se incomodem bastante com ele, o corrimento fisiológico é normal e não precisa ser tratado. Fique tranquila, amiga!

Candidíase

Também conhecida por muitas de nós, a candidíase é o processo inflamatório causado pela proliferação de fungos no meio vaginal que leva ao aparecimento de sintomas como coceira, dor ao urinar e também na relação sexual.

Ao notar a candidíase, as principais queixas das meninas são coceira e corrimento branco, mais intensos no período pré-menstrual. Dor ao urinar e no ato sexual também podem estar presentes.

O tratamento é simples: normalmente uma dose única de medicamento ou até mesmo a aplicação de creme na área resolvem o problema. Orientações de vestuário, como dormir sem calcinha, usar calcinhas de algodão, não permanecer muito tempo com biquínis/maiôs molhados e fazer trocas frequentes de absorventes durante a menstruação também são válidas. Tudo na tentativa de evitar a proliferação dos fungos.

Denomina-se candidíase vaginal recorrente o aparecimento de quatro ou mais episódios confirmados clínica e laboratorialmente em um período de 12 meses. Neste caso, o tratamento é diferente e pode durar alguns meses.

Vaginose bacteriana (VB)

A Vaginose Bacteriana nada mais é do que uma infecção que surge devido ao desequilíbrio da flora vaginal (a população de bactérias que vive normalmente na região genital feminina).

Essas bactérias alteram a resposta imune local, o que torna o meio vaginal mais suscetível a outros agentes infecciosos, como papilomavírus humano (HPV) e HIV por exemplo. Os sintomas são corrimento de intensidade variável, acompanhado de odor vaginal fétido (o cheiro de peixe, sabe?) que piora durante a menstruação.

Neste caso, o tratamento é feito com antibióticos.

Tricomoníase

Aqui, a causa normalmente é o parasita flagelado Trichomonas vaginalis, de transmissão sexual. Após penetrar na vagina, ele se adere fortemente às células epiteliais, ligando uma proteína de sua superfície à membrana das células. Para sua sobrevivência, o parasita adquire nutrientes das células da vagina ou da uretra.

O resultado é uma inflamação que resulta na facilidade de adquirir outras infecções, inclusive a do HIV.

Os sintomas são de corrimento abundante, amarelado ou amarelo-esverdeado bolhoso, acompanhado de ardor genital, sensação de queimação, dor ao urinar e no ato sexual. O tratamento também é feito com antibióticos.

Se estiver com alguns desses sintomas ou sentir necessidade de tirar mais dúvidas, marque uma consulta com seu ginecologista. E lembre-se: a melhor forma de manter a sua saúde em dia é se protegendo. Use camisinha!

Acompanhe a gente 😉

Veja mais do Tarja 📷

Relacionados

Fluxo leve, médio ou intenso: você sabe qual é o seu?

Ao acompanhar a sua menstruação, o mais importante não é quantificar, mas sim observar alterações em seu padrão habitual.

Depois de quantos dias tomando anticoncepcional estou protegida?

“Comecei a tomar a pílula, como ela funciona a curto prazo em meu corpo?” – Essa é uma dúvida bem frequente entre as meninas que iniciariam o anticoncepcional

Como evitar candidíase no verão?

Saiba mais sobre a prevenção, tratamento e como reconhecer os sintomas da candidíase, infecção ainda mais comum durante o verão

Cólica menstrual: como aliviar as dores?

As cólicas menstruais fazem parte do ciclo de quase toda garota. Veja 9 dicas para te ajudar a diminuir esse incômodo quando ele aparecer!