Como vencer o Doutor Google?

Vai acontecer. Antes da primeira – ou de qualquer – consulta ao ginecologista, as adolescentes vão assistir a vídeos, consultar perfis de influenciadores no Instagram, vão conversar com as amigas, enfim, vão usar todos os recursos que têm à mão para tentar descobrir o que as espera no consultório.

E aí, diante de você, aparece aquela garota praticamente graduada em medicina. Brincadeiras à parte, ela vai munida de bastante informação incerta, histórias que se tornam verdade só por serem repetidas muitas vezes, experiências individuais que tomam proporções coletivas e todo o resto que você sabe bem como é.

É preciso respirar fundo e não se esquecer de que dá para virar esse jogo. O ginecologista – que é o primeiro e, por muitos anos, o único médico da adolescente – é quem pode, com credibilidade e confiança, ajudar a paciente com as dúvidas do dia a dia: cólicas, tomada de pílula, ISTs, assuntos de extrema relevância e que, com a informação correta, ela pode enfrentar com muita segurança e qualidade de vida. 

A geração Z, que é como denominamos os jovens de agora, é extremamente curiosa, interessada, engajada. Com um pouco de paciência e disposição para dialogar, é possível criar um laço de confiança e honestidade entre as duas partes. O primeiro passo aqui é ouvir e, a partir daí, entender o que ela precisa. 

E você sabe o que a paciente precisa: qual é o melhor método contraceptivo, o que está acontecendo com o ciclo menstrual, porque a pele e o cabelo estão mais oleosos. É você também quem vai ajudá-la a lidar com as inseguranças em relação ao novo corpo, a iniciar a vida sexual de forma segura e saudável. É você quem vai estar lá quando ela precisar.

Isso, o Doutor Google não consegue fazer. 

Thiago Theodoro é jornalista há 18 anos. Foi diretor de redação da CAPRICHO e é editor das plataformas digitais do Tarja Rosa.

Acompanhe a gente 😉

Veja mais do Tarja 📷

Relacionados