Coceira vaginal: o que pode ser?

A coceira, também chamada de prurido, pode ter origem diversa e causa bastante desconforto. O Tarja Rosa te explica algumas das possíveis causas e o que você pode fazer para evitar isso!

Hoje, conversamos com Eliano Pellini, ginecologista e consultor do Tarja Rosa, que explicou bastante sobre este assunto delicado – e que pode parecer complicado. “É preciso lembrar que a transição da mucosa vaginal e da pele vulvar é uma região bastante delicada pois há mudanças do epitélio mucoso da vagina em relação ao epitélio escamoso da vulva: o primeiro é úmido e o segundo é seco”, explica o médico.

Coceiras nesse local, no geral, são sinais de uma ação irritativa que pode evoluir para queixas de desconforto, dor, rachaduras ou fissuras. Essa sensação acontece porque quanto mais fina for a espessura do tecido, mais próxima será a terminação nervosa subjacente e consequente evolução da dor.

Mas, por que essa coceira acontece?

As principais causas de coceira vaginal podem ser do tipo alérgica, irritativa, infecciosa ou atrófica.

Causas alérgicas ou irritativas

“Dentro dos alérgicos, o contato da transição vulvovaginal com tecidos sintéticos ou com líquidos, como desodorantes íntimos, ou até mesmo o contato com resíduos de urina ou fezes, podem causar prurido”, explica Eliano. Outros fatores que podem favorecer essa irritação são pequenos pedaços de papel higiênico se ficarem presentes após urinar ou após a evacuação e o uso de água muito quente durante o banho.

O processo de depilação e seus produtos também podem causar problemas tanto irritativos quanto alérgicos. “Outro ponto importante é o uso de camisinhas lubrificadas com espermicida que também pode irritar e causar alergia”, alerta o médico.

Mais um item que pode causar a coceira? Mudança brusca do ph da região, ou seja, do ácido para o básico, diminuindo a defesa local. Segundo Eliano, uma das principais causa disso é o abafamento da região causando maior umidade.

Causas infecciosas ou atróficas

Das causas infecciosas, a mais comum é a chamada Candidiase Vulvovaginal, caracterizada pela contaminação da região por um fungo chamado Cândida Albicans muito frequente na nossa pele e no nosso intestino.

As causas atróficas estão relacionadas com a falta de hormônio feminino, da flora natural de lactobacilos e do glicogênio local – fatores muito comuns na infância e na menopausa.

Como evitar esse desconforto?

É importante manter a região vaginal mais ácida usando sabonetes líquidos com ph abaixo de 6 e permitir a ventilação adequada. “As calcinhas de algodão são as que melhor permitem a ventilação ideal”, garante Eliano.

Manter o sistema digestório saudável, evitando a constipação, também é importante para a saúde da região genital. Eliano ressalta ainda que duchas vaginais, cremes ou desodorantes íntimos não são necessários – e podem causar irritação.

Devo procurar um ginecologista?

Sim! Os sintomas de prurido são sinais de que o equilíbrio de ph de microfibra e defesa natural estão perturbados e vale a pena uma visita ao ginecologista para investigação.

Depois de uma análise, o tratamento irá indicar a retirada de fatores irritantes, a melhora da flora vaginal e intestinal com próbióticos e, se necessário, o uso de cremes anti-inflamatórios locais.

Acompanhe a gente 😉

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