Ansiedade: quando ela vira doença?

Não dá para viver sem esse sentimento, é ele quem nos faz levantar todos os dias da cama. Mas, o que fazer quando ele se mostra em excesso e prejudica o dia a dia?

A ansiedade é um sentimento que está presente em todas as pessoas – sim, em todas as pessoas mesmo! Ela é a emoção que nos faz levantar todos os dias da cama, nos prepararmos para uma prova e até mesmo não perder o horário de um compromisso. Todos precisam de um mínimo de ansiedade para cumprir as funções diárias. “Dessa forma, do ponto de vista dinâmico, a ansiedade é benéfica. O problema está quando ela se manifesta em excesso e atrapalha a rotina”, explica Imacolada Marino Gonçalves, psicóloga e sexóloga no ambulatório de sexologia do hospital Pérola Byington. Ou seja, tudo depende da forma com que se lida com esse sentimento.

Quando vira um problema
A ansiedade passa a ser ruim – e, muitas vezes, se tornar doença – quando é tão intensa que começa a interferir em atividades simples do cotidiano. “Uma pessoa que, por exemplo, não consegue dar continuidade ao seu dia por não lembrar se trancou ou não a porta de casa, é ansiosa. O sentimento a mobiliza e prejudica”, diz Imacolada. Vale ressaltar também que a ansiedade se manifesta de diferentes formas em cada organismo, ou seja, o que é uma preocupação para você pode não ser para a sua amiga. “Outra forma de explicar a ansiedade é dizer que ela é uma quantidade de energia que a pessoa suporta ou não – e isso varia de pessoa a pessoa”.

A partir do momento que a ansiedade prejudica as atividades do cotidiano, ela precisa ser tratada. Imacolada explica que, na maioria das vezes, a própria pessoa percebe que isso está acontecendo. “A garota vai reconhecer que o que a atrapalhou em determinada prova que estava preparada academicamente, por exemplo, foi a ansiedade”.

Precisa de ajuda?
A ansiedade tem vários tipos de tratamento e eles são eficazes. Imacolada explica também que o tratamento psicológico é composto basicamente em exercícios para ensinar o organismo a lidar com a ansiedade. “Exercícios de respiração e de relaxamento fazem parte do tratamento, que é menos agressivo e funcional. Em alguns casos, a pessoa tem uma ansiedade tão grande que é preciso administrar também um fármaco, conhecido como ansiolítico, para baixar a ansiedade e fazer com que a pessoa se favoreça com essas práticas”, explica a psicóloga. Neste caso, o acompanhamento médico também é necessário.

É preciso respeitar os nossos sentimentos e, principalmente buscar ajuda caso sinta necessidade. Acha que a ansiedade está atrapalhando sua rotina? Converse com a sua família e suas amigas sobre o que está sentindo e entre em contato com um especialista. Muitas vezes simples mudanças em seus hábitos (como meditação e exercícios físicos, por exemplo) já podem fazer bastante diferença.

Quem deu as informações: Imacolada Marino Gonçalves, psicóloga e sexóloga no ambulatório de sexologia do hospital Pérola Byington e Doutora em ciências da saúde pela faculdade de ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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